quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Processos de criação
Por vezes, o atelier (que não passa de mais um quarto da casa) se torna pequeno para tantas atividades e ideias. O chão vira o local de trabalho e, neste caso mostrado abaixo, eu precisava de espaço para espalhar os botões e escolher aqueles que fariam parte da minha criação.
É preciso levar o computador para a mesa de trabalho, porque as pesquisas são importantes, fazem parte do processo de composição de cada peça, desenho, costura...
De noite, de vez em quando, cabe uma luz amarela para inspirar momentos remotos que iluminam a minha poesia.
A rede não pode faltar. Entre um trabalho e outro, enquanto a cola seca, enquanto as tintas se fundem, enquanto nada e tudo acontece, eu me deito e curto alguns minutos do meu ócio produtivo. A rede também serve para a minha mãe se deitar quando vem me visitar, e a conversa não para.
Nessas vivencias da experiencia de criar coisas, juntar pedaços, construir labirintos...escuto o Lenine cantar: "A vida é tão rara!". Assim, recrio a minha existência e me desvio dos desejos de morte e do meu caos impróprio.
No espelho que há em frente a cadeira, de onde trabalho, a frase cantada me faz lembrar que algumas coisas na vida verdadeiramente valem a pena e daí retomo o trabalho de criar coisas entre artes e artesanatos...eu e meus botões, fuxicos, tecidos, argilas, linhas, espelhos, minhas mãos, meu corpo e a minha mente que não para. Minha mente que oscila entre alegrias e tristezas do passado, presente e possibilidades futuras.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
segunda-feira, 30 de julho de 2012
domingo, 29 de julho de 2012
Mandalas
De origem oriental e com grande variedade de desenhos, cores e significados, as mandalas compõem interessante objeto de decoração e são instrumentos de benefícios à saúde física e mental. A palavra quer dizer círculo em sânscrito, uma das línguas oficiais da India. Elas propõem meditação, o que desenvolve o poder de concentração, perseverança e criatividade, além de prevenir e controlar o estresse.
Tais melhorias são alcançadas não apenas quando se olha diretamente para a mandala, pois basta que esta esteja no campo visual, sobretudo a parte do centro. Uma dica é posicioná-la em local visível no dia a dia, como na tela do computador, perto do telefone ou de locais onde se costuma sentar, deitar ou fazer refeições.
Vale lembrar que é bom trocar de mandala depois que uma tiver sido bastante utilizada. À medida que os benefícios emocionais são sentidos, o aspecto físico também obtém ganhos, como mais energia e bem-estar.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
segunda-feira, 30 de maio de 2011
terça-feira, 26 de abril de 2011
Mesa de trabalho
Uma caneta de tampa verde,
Uma lembrança das férias no interior.
Flores de plástico para colorir o nome da vovó,
Pois não há morte.
Cascos de caramujo da praia,
Memórias de um fim de semana em família.
Miniatura de “professora maravilha”
Para lembrar que nem tudo é ócio.
Papéis de contas que não foram pagas,
As contas do mês.
Pastas de papel inundadas com promessas,
Que nunca foram feitas.
Discos digitais apertados
Com arquivos burros de um pretérito imperfeito.
Luminária acesa
Com uma luz amarela que me faz lembrar
que é preciso não esquecer de parar de trabalhar.
Uma lembrança das férias no interior.
Flores de plástico para colorir o nome da vovó,
Pois não há morte.
Cascos de caramujo da praia,
Memórias de um fim de semana em família.
Miniatura de “professora maravilha”
Para lembrar que nem tudo é ócio.
Papéis de contas que não foram pagas,
As contas do mês.
Pastas de papel inundadas com promessas,
Que nunca foram feitas.
Discos digitais apertados
Com arquivos burros de um pretérito imperfeito.
Luminária acesa
Com uma luz amarela que me faz lembrar
que é preciso não esquecer de parar de trabalhar.
domingo, 3 de abril de 2011
Os olhos da noite
Vê-se rostinho lindo
Vê-se beijo de carinho
Carência de homem sozinho
Vê-se sorriso de compadres
Vêem-se fumaça e conhaque
Refletem entre labirintos nos ares
Vêem-se, mulheres-meninas
Entre pedófilos nas esquinas
Acompanham a tradição das ruelas
Ficam elas
Por elas
Nada se faz sozinho
Vêem-se entre fumaças
Ervas e devassas
Vêem-se gentes-
ameaças.
sábado, 19 de março de 2011
Tudo está mudado
O telefone não toca,
A cozinha não tem cheiro,
Não há toalhas molhadas
Porque você não vem?
Sob a luz do dia a nossa natureza é contradição
Sob a luz amarela, poucos instantes de prazer.
À espera de um crepúsculo
Permaneço sabendo que tudo mudou
E agora, como vítima de um Feitiço,
Maldigo o velho Bispo de Áquila
Pela lágrima que rola e é a única companhia da minha manhã.
Do olhar ermo,
Ao beijo curto,
Não há música na casa
Porque tudo está mudado.
quarta-feira, 16 de março de 2011
Os meus labirintos
No meu mundo de labirintos
Passo o dia criando coisas
Passo a noite lembrando fatos
Vivo a vida como quem se perde
E não tenho muita vontade de encontrar
A saída.
No meu mundo de labirintos
Não há
Ando meio desligada
Ando como se não fosse para lugar algum
Passo o dia recriando a minha existência
Para não ter que chegar à arte final.
Os meus labirintos já existem
Antes mesmo de encostar caneta sobre papel
Eles já estão lá
Eu lanço o contraste
E não espero que alguém entenda.
Os meus labirintos não são para ser bonitos,
Nem, muito menos para explicar algo.
Os meus labirintos são para eu dar sentido:
Aos meus ossos que estalam quando levanto da cama,
Ao café da manhã passado no saco de papel,
Aos livros que leio e não vejo sentido,
A toda essa “arte” que se produziu no mundo e me deu uma profissão,
Mas em nada melhorou a sociedade...
Os meus labirintos só existem para mim.
Ninguém se perde e ninguém se encontra,
Servem apenas para o meu eu dar sentido a si mesmo.
Perdendo-se e se recriando o tempo todo.
No meu mundo de labirintos
Passo o dia criando coisas
Passo a noite lembrando fatos
Vivo a vida como quem se perde
E não tenho muita vontade de encontrar
A saída.
No meu mundo de labirintos
Não há
Ando meio desligada
Ando como se não fosse para lugar algum
Passo o dia recriando a minha existência
Para não ter que chegar à arte final.
Os meus labirintos já existem
Antes mesmo de encostar caneta sobre papel
Eles já estão lá
Eu lanço o contraste
E não espero que alguém entenda.
Os meus labirintos não são para ser bonitos,
Nem, muito menos para explicar algo.
Os meus labirintos são para eu dar sentido:
Aos meus ossos que estalam quando levanto da cama,
Ao café da manhã passado no saco de papel,
Aos livros que leio e não vejo sentido,
A toda essa “arte” que se produziu no mundo e me deu uma profissão,
Mas em nada melhorou a sociedade...
Os meus labirintos só existem para mim.
Ninguém se perde e ninguém se encontra,
Servem apenas para o meu eu dar sentido a si mesmo.
Perdendo-se e se recriando o tempo todo.
"O mundo interior da imaginação faz-se cada vez mais significativo, como que para compensar a pobreza e insipidez da vida cotidiana" (Hebert Read)
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